Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul e Região 14/06/2021      02:52

NOTA DE DESAGRAVO E ESCLARECIMENTO - Qual a saída para a pandemia?


Qual a saída para a Pandemia?

Em resposta aos ataques feitos contra o companheiro Afonso Schwengber, cuja história tem sido marcada pela luta em defesa dos trabalhadores e de uma saúde pública de qualidade, as entidades que abaixo subscrevem vêm a público se manifestar. De antemão, observamos que na condição de membro do Conselho Municipal de Saúde, Afonso nunca se omitiu na defesa do SUS, razão pela qual recentemente assinou e publicou, convicto de uma política que visa salvar a vida da classe trabalhadora, uma nota de “Posicionamento sobre a reabertura do comércio não-essencial”.

Tal documento expôs ideias, sem qualquer ataque pessoal a ninguém. Portanto, as ofensas proferidas a Afonso, a partir da publicação da referida nota, devem ser publicamente repudiadas. Afinal, o momento que vivemos é oportuno para o debate e a exposição de ações que busquem a melhor saída para a classe trabalhadora enfrentar a crise sanitária mundial instalada com a pandemia de Covid 19. Dito isso, queremos trazer uma reflexão para a nossa comunidade. Não é nosso intuito entrar em debate acerca das ofensas pessoais anteriormente citadas, mas destacar as críticas feitas à política defendida pelo camarada Afonso.

Àqueles que são contrários ao lockdown, informamos que enquanto quatro mil pessoas morrem diariamente, em média, por Covid-19 no Brasil, cresce também o apoio da população às medidas de isolamento social, conforme pesquisa do Instituto Datafolha. O levantamento mostra que: 71% apoiam medidas de diminuição do horário de funcionamento do comércio e serviços em geral e 59% acham que neste momento é mais importante deixar as pessoas em casa. Tal resultado tem como base a própria experiência da população, já que no Brasil praticamente todas as famílias tiveram ou conheceram alguma vítima fatal da Covid e, obviamente, da política genocida de Bolsonaro.

Então, como é possível que representantes da Câmara de Vereadores e os críticos de plantão, escondidos atrás de perfis falsos, saiam defendendo “achismos”? Não podemos achar correto e nem admitir que se torne comum o fato de homens públicos ocuparem as tribunas e se utilizarem das redes sociais para dizer que apoiam abertamente o presidente genocida e a reabertura do comércio não-essencial. Reparem que o descontrole da pandemia e o agravamento da crise sanitária é culpa do governo genocida de Bolsonaro. Esse mesmo governo que “incentiva as pessoas a saírem para a rua, a voltarem ao trabalho e a se contaminarem” rechaça as medidas restritivas, como o lockdown, se nega a garantir vacinas para a população e paga um auxílio-emergencial miserável, fazendo com que as pessoas se obriguem a escolher entre a fome e a contaminação por Covid.

Vírus é mais letal entre trabalhadores pobres e negros

Levantamento realizado pelo jornal “El País” (05/04) mostrou que houve um aumento do número de mortes de trabalhadores brasileiros que não puderam ficar em casa. Entre os frentistas de postos de combustíveis, por exemplo, o aumento foi de 68% na comparação com as mortes ocorridas entre janeiro e fevereiro de 2020 (antes da pandemia) e o mesmo período de 2021. Em igual intervalo de tempo, operadores de caixa de supermercado perderam 67% a mais de colegas; motoristas de ônibus, 62%; e vigilantes, que incluem os profissionais terceirizados que monitoram a temperatura de quem entra em shoppings centers, por exemplo, 59%.

Como se vê, o genocídio orquestrado por Bolsonaro tem exterminado trabalhadores pobres e negros. Então, como podemos chamar quem apoia tal governo e suas políticas? De cúmplices ou de genocidas? Bolsonaro e sua quadrilha de milicianos são verdadeiros assassinos e quem os apoia é, no mínimo, conivente. Como podemos permitir que tais legisladores, que dizem representar os santa-cruzenses, defendam um governo que já foi responsável pela morte de 400 mil brasileiros?

É nosso dever denunciá-los diariamente para que a população não se esqueça daqueles que concordam com um governo que ignora, debocha e diminui a importância das vidas que se perderam nessa pandemia.

Lockdown de 30 dias e testagem em massa da população!

Para garantir uma quarentena de verdade, é preciso o pagamento de um auxílio- emergencial de no mínimo R$ 600 para todos trabalhadores, estabilidade no emprego e licença remunerada para os trabalhadores da indústria e do comércio. Para os pequenos comerciantes ameaçados de falência, igualmente é preciso um auxílio-emergencial e a suspensão da cobrança de impostos e taxas.

Greve sanitária em defesa da vida!

Portanto, os ataques feitos ao companheiro Afonso Schwengber não são apenas a um cidadão que está defendendo as suas convicções políticas, mas ao sentimento de todos aqueles que estão enterrando os seus entes queridos e aos demais cidadãos que acordam cedo para manter o lucro dos seus patrões, mesmo que isso lhes custe arriscar a própria vida para garantir seu sustento e o de sua família. Portanto, precisamos organizar uma greve sanitária nas fábricas e nas grandes lojas de varejo, possibilitando que os trabalhadores fiquem em casa e recebam os seus salários sem redução. Defendemos a vacinação para todos já, com prioridade para os serviços essenciais, e a unificação das paralisações pelo “Fora Bolsonaro e Mourão!”.

PSTU/SCS, CSP-Conlutas, Movimento Mulheres em Luta/SCS, Diretoria do Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul e Diretoria da União dos Estudantes Santa-Cruzenses (UESC).

16/04/2021 13:42:58




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